Visita na redação
Na semana passada, recebemos aqui na redação uma estudante do último ano do ensino médio que quer ser jornalista. Melanie Vladimirschi estuda numa escola americana de São Paulo e deve partir no meio do ano que vem para os EUA, onde estudará jornalismo (ela, aliás, recebeu sua primeira aceitação de uma das universidades dos EUA para as quais fez aplicação enquanto estava aqui na Folha!)
Apesar dela não ter um interesse especial por ciência, ela gostou de ficar um dia todo na nossa editoria. Tanto que escreveu, a nosso pedido, o post abaixo. Confiram!
“Escrever, e ser escritora, é um sonho que eu tenho desde que comecei a rabiscar histórias com cinco anos. Hoje, se é para analisar literatura, escrever uma coluna mensal na revista da minha escola, ou participar de cursos de verão em universidades, a minha paixão ainda ressoa através da minha vida acadêmica, social e pessoal.
Também já pensei em ser jornalista, mas nunca tive tanta vontade de seguir a carreira como na segunda-feira, dia 20 de dezembro: um dia tranqüilo na redação da Folha, mas um dia surpreendente para uma garota curiosa de 17 anos como eu.
Sabine Righetti tinha me avisado que a editoria de Ciência era uma das menores da área de redação da Folha. Quando cheguei, vi que o espaço dado à Ciência compõe-se de seis cadeiras circundantes à seis computadores; realmente, pequeno em comparação à outras editorias como Cotidiano ou até mesmo Esporte. Porém, foi lá mesmo que eu vi que quantidade não é qualidade. Os artigos publicados, as idéias jogadas e os assuntos discutidos naquela editoriazinha são de qualidade excelente.
Em termos de fechamento diário, apesar da minha visita ter sido durante uma semana anormalmente calma, as matérias são super interessantes. Variando desde uma entrevista com o ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil até uma reportagem sobre camundongos, as pautas em ciência cobrem tudo.
Apesar da ótima qualidade dos textos produzidos e da genialidade de cada membro da equipe Ciência da Folha, o que mais me impressionou na editoria foi a energia que senti. Até eu, uma estrangeira total à firma, consegui ver que o pessoal não só é inteligente, mas é alegre e gosta do que faz. Vale conferir minhas impressões em algumas horas com eles:
Reinaldo, o editor, é o “chefão” do pedaço. Mesmo portando este título bastante intimidante, Reinaldo é humilde e compreensivo - o chefe que eu gostaria de ter no futuro. Mioto é o homem cabeça, sossegado e brincalhão ao mesmo tempo. Suas piadas alegram qualquer um, especialmente Giuliana e Sabine. Giuliana, uma carioca animada, está sempre rindo e dando notícias bizarramente engraçadas à seus colegas, como a obesidade de ratos. Giu também brinca com a obsessão de sua colega Sabine pela ciência, em especial pela fotossíntese. Sabine, por sua vez, leva tudo na brincadeira... Uma simpatia em pessoa, ela tem um sorriso que ilumina a sala inteira.
Eu ainda sou jovem, tenho quatro anos de faculdade pela frente, mas espero um dia ter a oportunidade de trabalhar como eles: exercendo minha paixão pela redação num ambiente descontraído e alegre, rodeada de amigos admiráveis.”
POR MELANIE VLADIMIRSCHI
Escrito por Sabine Righetti às 15h40




